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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

SISSI E SEU DESTINO (1958) - SISSI, SCHICKSALSJAHRE EINER KAISERIN


A jovem imperatriz enfrenta problemas de saúde e ajuda o imperador a resolver problemas diplomáticos do Império Austro-Húngaro.


Terceira e última parte da trilogia que conta a vida da penúltima imperatriz austríaca, com os mesmos elementos novelescos que ainda fazem as delícias de muitos espectadores.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

WOYZECK (1978)


Na metade do século XIX, simplório soldado é traído pela mulher e decide se vingar.


Intenso e pesadíssimo drama do diretor Werner Herzog, inspirado na peça de George Buchner, mostrando as facetas humanas que mais o fascinam: torpeza, falsidade e crueldade.


Eva Mattes está muito bem no papel da esposa, e Klaus Kinski não compromete no papel título. Pontos altos: a fotografia e a direção de arte.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

DESENCANTO (1945) - BRIEF ENCOUNTER


Duas pessoas comuns, ambas casadas, encontram-se em estação de trens, apaixonam-se e passam a viver intenso romance.


Pequena obra-prima do cinema romântico, com diálogos admiráveis e situações interligando-se com maestria. A direção de David Lean torna impossível o não envolvimento do espectador com a história, tudo regado à música de Rachmaninoff. Excelente fotografia em preto-e-branco.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O LEÃO NO INVERNO (1968) - THE LION IN WINTER


Chamada pelo marido, o rei da Inglaterra Henrique II (Peter O'Toole), a rainha Eleanor da Aquitânia (Katharine Hepburn) deixa o castelo onde vive enclausurada para passar o Natal com a família; na verdade, o rei pretende escolher seu sucessor entre os filhos, com a aprovação da esposa.


Brilhante e cruel reflexão sobre o poder, com roteiro inteligente que faz referência aos jogos palacianos de Shakespeare e permite aos atores alguns dos melhores desempenhos de suas carreiras.


Oscar de atriz (Hepburn, que dividiu o prêmio com Barbra Streisand-Funny Girl), roteiro (James Goldman, baseado em peça  de sua autoria) e trilha sonora (John Barry). Estréias no cinema de Anthony Hopkins e Timothy Dalton.

domingo, 5 de agosto de 2012

GRAND PRIX (1966)


No Grande Prêmio de Fórmula 1 de Mônaco, um acidente causado pelo piloto norte-americano Peter Aron (James Garner), da BRM, deixa seriamente ferido seu companheiro de equipe, o britânico Scott Stoddard (Brian Bedford) . A mulher de Stoddard, Pat (Jessica Walter), abandona o marido e passa a ter um caso com Aron. Enquanto isso, o francês Sarti (Yves Montand), da Ferrari, apaixona-se pela jornalista americana Louise Frederickson (Eva Marie Saint)  e o siciliano Nino Barlini (Antonio Sabato) namora a fracesinha Lisa (Françoise Hardy). 


Aron, despedido da BRM, é contratado como piloto pela nova equipe do japonês Yamura (Toshiro Mifune) e volta a vencer corridas. Seu rival Stoddard, recuperado parcialmente dos ferimentos, vai disputar palmo a palmo com ele o campeonato.


Superprodução ainda não superada no gênero. Até mesmo o ronco dos motores, que se transformou tanto, soa como nostálgica melodia aos ouvidos dos fãs. A música do francês Maurice Jarre é uma das atrações, acentuando a emoção dos efeitos especiais e de sequências documentárias do Grand Prix de 1965. Oscar de montagem, som e efeitos sonoros.

sábado, 4 de agosto de 2012

O EXORCISTA (1973) - THE EXORCIST


Adolescente tem sintomas de dupla personalidade e passa a agir de forma assustadora. Sua mãe pede ajuda a um padre, que também é psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.


Primeiro sucesso estrondoso na história dos filmes de horror, teve grande influência sobre o futuro do gênero. Nunca antes um filme de horror havia sido objeto de tanta atenção antes de seu lançamento, de tanta fofoca sobre os conflitos durante a pós-produção, de tanta especulação sobre porque pessoas de todas as idades ficavam horas na fila para assistir a uma obra supostamente capaz de induzir ataques de vômito, desmaios e até psicose temporária.


É difícil transmitir o verdadeiro impacto cultural de O exorcista. O filme desafiou as regras vigentes sobre o que era aceitável mostrar no cinema; roubou manchetes do escândalo Watergate - ao menos por algum tempo - , causou um aumento considerável no número de casos de possessões demoníacas "reais" e, como escreveu um crítico, "instituiu a nojeira como forma de diversão para grandes audiências".


Inspirado em notícias publicadas nos jornais sobre um menino de 13 anos de Maryland cujo corpo teria sido possuído por forças demoníacas, o romancista William Peter Blatty transformou o possuído em uma menina. Blatty exagerou em vários detalhes, acrescentando altas doses de especulação, e o resultado foi o livro O exorcista, de 1971. 


Prevendo um best-seller, a Warner comprou os direitos de filmagem e, após várias revisões do roteiro original, Blatty finalmente elaborou um versão do livro à altura do elevado nível de exigência do diretor William Friedkin.


O filme deu origem não só a uma série de continuações de pior qualidade, imitações e varições sobre o tema de possessão, como também fez de crianças com poderes malévolos um tema recorrente no cinema de horror.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

UM CORPO QUE CAI (1958) - VERTIGO



Detetive aposentado que sofre de acrofobia é contratado por velho amigo para seguir-lhe a mulher, que vem se comportando de maneira estranha. A trama, em si inacreditável, serve para Alfred Hitchcock, mestre do gênero, para um mergulho na alma humana, no amor, no medo.


Embora o diretor Alfred Hitchcock estivesse à época no auge do seu sucesso de crítica e fama comercial, Um corpo que cai não foi um filme bem recebido quando lançado. Boa parte das críticas se concentrou na trama complexa e improvável, que dependia de um plano de assassinato diabolicamente implausível por parte de um vilão mal caracterizado.


O clímax está tão preocupado com outras questões que o assassino parece conseguir se safar-embora Hitchcock tenha filmado um apêndice desnecessário, ao estilo de suas narrações na TV, revelando que ele foi levado à justiça. 


No entanto, durante o longo período em que Um corpo que cai ficou indisponível por questões de direitos autorais, o filme foi reavaliado. Atualmente ele é considerado uma das maiores obras de Hitchcock e um dos maiores filmes de todos os tempos.


Como muitas outras obras de Hitchcock, o filme foi alvo de inúmeras imitações, homenagens e releituras. Truques técnicos - como o uso simultâneo do zoom in e zoom out para transmitir a vertigem de James Stewart - foram posteriormente acrescentados ao repertório do gênero (Steven Spielberg usou esse recurso em Tubarão).


Trechos do filme chegaram a ser utilizados para criar clima em outras obras (como em Os 12 macacos, de Terry Gilliam). No geral, Um corpo que cai é um filme maravilhoso, perturbador, friamente romântico, momentos evocativos de surrealismo em close e uma trilha sonora insistente e experimental de Bernard Herrmann.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

NOSSO AMOR DE ONTEM (1973) - THE WAY WE WERE


Escritor quer se tornar o maior roteirista que Hollywood já teve. A mulher que o ama, um ativista política, espera muito mais que apenas um casamento estável.


Comovente drama romântico, que apresenta como pano de fundo a vida cultural e política dos EUA entre os anos 30 e 50, com destaque para o macarthismo.


As ótimas interpretações de Robert Redford e Barbra Streisand, a música envolvente e a direção sensível de Sydney Pollack não deixam o filme resvalar no sentimentalismo barato. Oscar de trilha sonora e canção.


BANQUETE DE CASAMENTO (1993) - THE WEDDING BANQUET


Jovem executivo chinês que vive em Nova York com o namorado americano mete-se em confusões ao forjar casamento para esconder dos pais sua condição de homossexual.


O diretor sino-americano Ang Lee arrebatou o Urso de Ouro no Festival de Berlim com esta comédia que usa Nova York como cenário para tratar de temas polêmicos: o homossexualismo e as agruras dos imigrantes que precisam de visto permanente para viver e trabalhar nos EUA.


Tudo é tratado com elegância e bom humor, que crescem com a entrada em cena dos pais que chegam da China para o casamento do filho. As cenas que se sucedem às bodas, como o banquete e a noite de núpcias, são particularmente inspiradas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS (1953) - GENTLEMEN PREFER BLONDES


Duas dançarinas, Lorelei (Marilyn Monroe) e Dorothy (Jane Russell), embarcam num cruzeiro rumo a Paris, a pedido do milionário noivo de Lorelei. O pai do noivo contrata um detetive (Elliott Reid) para seguí-las e conseguir provas de infidelidade de sua futura nora, criando uma série de confusões.


O diretor Howard Hawks acertou a mãe nesta comédia baseada em peça de Anita Loos e Joseph Fields, que reúne boas piadas, excelentes números musicais e duas estrelas estonteantes, que dominam a cena com talento e sensualidade.


Marilyn, que no mesmo ano de 53 faria outros dois grandes sucessos - Torrentes de paixão e Como agarrar um milionário - revela-se ótima comediante e arrasa na canção Diamonds are girl's best friend, cena digna de constar em qualquer antologia séria de cinema.


Russell (O proscrito) não fica atrás e brilha no número musical com os halterofilistas e na imitação que faz de Marilyn no tribunal. O filme teve uma continuação em 1955, com Russell e Jeanne Crain: Eles se casam com as morenas.