Pesquisar este blog

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

UM CÃO ANDALUZ ( 1928 ) - UM CHIEN ANDALOU


Luis Buñuel costumava dizer que, se ele tivesse mais vinte anos de vida e se lhe fosse perguntado de que forma gostaria de aproveitá-los, a sua resposta seria: "Dêem-me duas horas de atividades diárias, que as outras vinete e duas passarei tendo sonhos - desde que eu tenha a oportunidade de lembrar-me deles". Os sonhos eram o alimento de seus filmes, e desde os seus primeiros dias como surrealista em Paris até o seu triunfo no final da década de 70, a lógica dos sonhos era a forma de quebrar o realismo dos seus filmes. Esta liberdade deu-lhe características tão diferenciadas que, como aquelas de Hitchcock e Fellini, permitiam que os seus filmes fossem imediatamente identificados.


Um cão andaluz, de 1928, escrito em colaboração com o notório surrealista Salvador Dalí, foi seu primeiro filme. Nada neste filme, nem mesmo seu título, foi feito com a intenção de ter qualquer sentido. E continua sendo  o mais famoso curta-metragem jamais produzido, e qualquer um com um mínimo de interesse pelo cinema cedo ou tarde o verá, e por repetidas vezes.


Para a montagem do roteiro, Buñuel e Dalí usaram o método de atirar imagens chocantes umas contra as outras, ou um evento contra o outro. Ambos tinham que concordar antes que uma imagem fosse incluída no filme. "Nenhuma idéia ou imagem que pudesse sugerir uma explicação racional, de qualquer tipo seria aceita ", lembra Buñuel.


Muitas vezes, por causa de sua grande influência sobre os videoclipes de Rock, Um cão andaluz foi e continua sendo reciclado e reduzido a uma coleção de imagens desconexas, impactantes e incongruentes: um cavalo morto em um piano, formigas saindo da mão de alguém, e a mais famosa de todas, uma navalha cortando um globo ocular.


Nenhum comentário:

Postar um comentário